No ano de 2009, enquanto o Brasil patinou e estagnou sua expansão econômica, o setor de tecnologia cresceu 28%. De acordo com o presidente da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), Rui Gonçalves, isso se deve à falta de fronteiras no processo.
Atualmente, Santa Catarina possui três polos destacados na área tecnológica. O primeiro deles surgiu em Blumenau na década de 1970. A região é conhecida nacionalmente como o Vale do Software. A maior parte dos empreendedores que apostaram na informática saiu dos centros de processamento de dados das grandes indústrias têxteis e metal-mecânicas.
O polo de Joinville, no Norte do Estado, surgiu com características semelhantes ao de Blumenau. As empresas foram criadas, no princípio, para dar suporte às indústrias locais. Foi de lá que nasceram grandes companhias de softwares com atuação nacional como a Datasul e a Logocenter, ambas compradas pelo grupo nacional TOTVS.
O polo tecnológico da grande Florianópolis, maior destaque estadual do setor, teve seu início formal em 1986 com a criação do Condomínio Industrial de Informática, no bairro Trindade, que abrigou também a primeira incubadora do país.
Além da capital, o polo abrange as cidades de São José, Palhoça e Biguaçu. As empresas são, na maior parte, de tamanho médio ou pequeno. Entre as áreas de atuação, destacam-se o desenvolvimento de tecnologias para softwares e serviços, porém com bom rendimento também nos segmentos de hardware e equipamentos de alta tecnologia e valor agregado.
Segundo a Acate, uma média de 30 novas empresas são criadas a cada ano na Capital. Muitas delas ficam incubadas em uma das duas incubadoras da cidade. No total, cerca de 80 mil empregos diretos e indiretos são provenientes do setor de tecnologia. O faturamento das empresas da área, em 2009, atingiu cerca de R$ 1,2 bilhão, 28% a mais que 2008.
